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Com muitas pousadas e restaurantes, oferece variadas opções de facilidades para a permanência dos visitantes. O terminal de embarque e desembarque abriga Sala de Artesanato, um núcleo de informações, bar e Posto do Instituto Ambiental. Além das praias para o lazer de banhistas, possui a Praia de Fora bastante procurada para a prática do surfe. A maior atração é o Farol das Conchas, o qual domina, do alto do Morro das Conchas, uma magnifica paisagem. Longe, ao fundo, os paredões íngremes e azulados da Serra do Mar. A distâncias cada vez menores a imensa planície costeira, rasgada pelos rios de marés e recortada pelos contornos graciosos da Baía de Paranaguá. Ao redor, e abaixo, a Ilha do Mel com seus morros isolados interligados por restingas de areia.
Trilhas conservam o aspecto selvagem.

FAROL DAS CONCHAS
 

O Farol foi construído em 1870 por determinação do Barão de Cotegipe (Ministro da Marinha do Império), pelos Construtores P. & W. Macleblon de Glasgow, tendo Zózimo Barrozo como engenheiro responsável. Começou a funcionar em 1872. Atualmente é alimentado por energia solar. Originalmente havia uma edificação de alvenaria com espessas paredes brancas, assoalho de cedro e o forro de imbuia. Acima da porta havia uma placa de bronze comemorativa.
Lamentavelmente, a casa do faroleiro (monumento histórico) foi demolida sem que se saiba por que.


A PRATICAGEM

Desde o início da navegação no período colonial sempre houve problemas com a entrada de veleiros na barra da Baía de Paranaguá. Apenas os navegantes experientes dois séculos XVI e XVII e, principalmente, os piratas do século XVIII, conseguiam transpor os trechos dificeis do canal de acesso. No entanto, sempre existia alguém disposto a guiar as embarcações barra adentro.
O prático é quem conhece os caminhos tortuosos da barra e todas as passagens para levar com segurança os navios ao porto e trazê-los de volta ao alto mar.
Era só o navio apitar, e o prático saía ao mar a qualquer tempo, sol ou chuva, de dia ou de noite, com mar calmo ou revolto, para assumir a roda do leme e o "comando do navio", evitando escolhos rochosos e bancos de areia do sinuoso canal de sueste.
No início os práticos trabalhavam independentemente com suas canoas de madeira de um só tronco, depois associaram-se, passando a usar lanchas possantes.
O canal sueste, utilizado a mais de 200 anos, apresenta numerosos problemas e perigos para a navegação, devido à sua pequena largura entre as ilhas do Mel e das Palmas e, em certos pontos, profundidade de 6 m. Foi abandonado com a abertura do canal sul em 1979.
Anteriormente ao uso da barra sul, os práticos mantinham nas imediações do Morro das Conchas um posto de rádio e casa para sua estadia ou pernoite na ilha quando levavam ou traziam navios de Paranaguá.

 

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